segunda-feira, 9 de março de 2009

Querido e Amado irmão

Querido e Amado irmão

Visando o bom andamento dos processos aqui dentro de casa, venho por meio desta, disponibilizar o relatório de gastos do mês de fevereiro.

Água: R$21,87
Fone: R$118,65
Luz: R$67,83
TV a cabo: R$124,90

Totalizando R$333,25, sendo que estas despesas serão divididas por 2, totalizando R$166,625.

Devo acrescentar como despesas extras ainda, o conjunto de lençol pra sua cama que eu tive que comprar e que me custou R$90,00. O total agora sobe pra R$256,625. Ah, lembrei-me que tive gastos também com sabão em pó, amaciante e sabonetes (ver notas anexas R$21,485 a sua parte). Nota-se que o total geral subiu pra R$278,11. Considerando que você ficou responsável pelo pagamento do boleto do plano de saúde, por favor, desconte desse valor a minha parte da mensalidade. Lembrando que nestes valores não estão inclusos os gastos com limpeza do seu quarto, a mão de obra para passar suas roupas e limpar a sujeira na pia da cozinha. Se arredondarmos os débitos, você fica me devendo R$200,00.


Agradeço imensamente a sua compreensão, e fico no aguardo do reembolso desses valores.

Sua querida e amada irmã.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher

Gente, quero reproduzir o lindo cartão que recebi aqui na empresa hoje. Me arrepiei todo, hehe.

Acho q todos os dias deveriam ser das mulheres, afinal sem nós, o mundo não seria nada, hahaha.

"Dia 8 de março é dia da mulher, mas já antecipamos a homenagem. Hoje as moçoilas do IEA, Knowtec e Talk receberam uma lembranaça para marcar a data. Veja fotos no Diga Lá.

Além disso um cartão especial com o voluptuoso texto redigido por nosso redator dedos-de-mel Fernando Palermo deu o clima para esse dia especial.

Agora a homarada que está lendo esse post faça o favor de deixar um comentário em homenagem às mulheres nesse post. E não esqueça de domingo parabenizar toda mulher que você encontrar pela frente (tá, exagerei). Caprichem!"

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Perde o Gato

Um jornal é lido por muita gente, em muitos lugares; o que ele diz precisa interessar, senão a todos, pelo menos a um certo número de pessoas. Mas o que me brota espontaneamente da máquina, hoje, não interessa a ninguém, salvo a mim mesmo. O leitor, portanto, faça o obséquio de mudar de coluna. Trata-se de um gato.

Não é a primeira vez que o tomo para objeto de escrita. Há tempos, contei de Inácio e de sua convivência. Inácio estava na graça do crescimento, e suas atitudes faziam descobrir um encanto novo no encanto imemorial dos gatos. Mas Inácio desapareceu — e sua falta é mais importante para mim, do que as reformas do ministério.

Gatos somem no Rio de Janeiro. Dizia-se que o fenômeno se relacionava com a indústria doméstica das cuícas, localizada nos morros. Agora ouço dizer que se relaciona com a vida cara e a escassez de alimentos. À falta de uma fatia de vitela, há indivíduos que se consolam comendo carne de gato, caça tão esquiva quanto a outra.

O fato sociológico ou econômico me escapa. Não é a sorte geral dos gatos que me preocupa. Concentro-me em Inácio, em seu destino não sabido. Eram duas da madrugada quando o pintor Reis Júnior, que passeia a essa hora com o seu cachimbo e o seu cão, me bateu à porta, noticioso. Em suas andanças, vira um gato cor de ouro como Inácio — cor incomum em gatos comuns — e se dispunha a ajudar-me na captura. Lá fomos sob o vento da praia, em seu encalço. E no lugar indicado, pequeno jardim fronteiro a um edifício, estava o gato. A luz não dava para identificá-lo, e ele se recusou à intimidade. Chamados afetuosos não o comoveram; tentativas de aproximação se frustaram. Ele fugia sempre, para voltar se nos via distantes. Amava. Seria iníquo apartá-lo do alvo de sua obstinada contemplação, a poucos metros. Desistimos. Se for Inácio — pensei — dentro de um ou dois dias estará de volta. Não voltou.

Um gato vive um pouco nas poltronas, no cimento ao sol, no telhado sob a lua. Vive também sobre a mesa do escritório, e o salto preciso que ele dá para atingi-la é mais do que impulso para a cultura. É o movimento civilizado de um organismo plenamente ajustado às leis físicas, e que não carece de suplemento de informação. Livros e papéis, beneficiam-se com a sua presteza austera. Mais do que a coruja, o gato é símbolo e guardião da vida intelectual.

Depois que sumiu Inácio, esses pedaços da casa se desvalorizaram. Falta-lhes a nota grave e macia de Inácio. É extraordinário como o gato "funciona" em uma casa: em silêncio, indiferente, mas adesivo e cheio de personalidade. Se se agravar a mediocridade destas crônicas, os senhores estão avisados: é falta de Inácio. Se tinham alguma coisa aproveitável era a presença de Inácio a meu lado, sua crítica muda, através dos olhos de topázio que longamente me fitavam, aprovando algum trecho feliz, ou através do sono profundo, que antecipava a reação provável dos leitores.

Poderia botar anúncio no jornal. Para quê? Ninguém está pensando em achar gatos. Se Inácio estiver vivo e não seqüestrado, voltará sem explicações. É próprio do gato sair sem pedir licença, voltar sem dar satisfação. Se o roubaram, é homenagem a seu charme pessoal, misto de circunspeção e leveza; tratem-no bem, nesse caso, para justificar o roubo, e ainda porque maltratar animais é uma forma de desonestidade. Finalmente, se tiver de voltar, gostaria que o fizesse por conta própria, com suas patas; com a altivez, a serenidade e a elegância dos gatos.

Carlos Drummond de Andrade
Crônica extraída do livro Cadeira de balanço - Editora Record, RJ

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Postei esse conto por dois motivos:
1. Não, meus gatos não fujiram, ao contrário. Estão bem em casa, no conforto dos cantos que se tornaram proprietários. São meus companheiros fiéis, seja na sala, no quarto ou até no banheiro, aguardando eu sair do banho pra entrarem no box, pra tomar a água que ficou por ali (eca). Isso quando não pedem pra "tomar" banho junto. Sim, o Bóris fica num cantinho, lambendo as gotas de água que nele caem enquanto tomo o meu banho.
2. O segundo motivo é a imagem ali, do Chat Noir. Esse gato me intrigava há muito tempo. Cheguei a pintar uma tela inspirada nele. Quando fui à Paris, coloquei na minha cabeça que iria procurar por este lugar. Chat Noir era um pub, um cabaré na região entre o Montmartre e o Moulin Rouge, nas antigas. Bom, não fiz muito bem
a minha pesquisa hehe, pois achei esse lugar por acaso. Explico: quando eu tava lá, fiz uma pesquisa de endereço rapidamente. Beleza. Como não tinha nenhuma noção de espaço e lugar, eu acabei esquecendo o papelzinho no hotel. Idiot! I know! Well, whatever! Fui fazer meu turismo básico. Fui na Basílica de Sacre Coeur e saindo de lá, fui em direção ao Moulin Rouge. Lá pelo fim do caminho, (andei muiiiiiiito), de repente me deparo com o tal bar! Nossa, minha alegria de ter achado tão por acaso o maldito lugar, hahahahaha, nunca vou esquecer. Pena que as fotos não ficaram boas. Enfim, entrei, tomei um ice tea, bati umas fotos proibidas hahaha, e ganhei meu dia. Fiquei pensando nas paredes cheias de histórias, nas pessoas que por ali passaram, nos detalhes encravados nas paredes, aquilo tem muitos anos! Confesso que me emocionei. Aliás, Paris inteira é pura história! Se tem um lugar que indico pra todos visitarem é Paris! Tem que ir! Vale muito! Bju pra quem lê!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ai modeuso, recebi essa corrente de uma pessoa muito querida, que reencontrei depois de anos. Incrível como o mundo dá voltas e os nossos caminhos se cruzam sem que ao menos esperemos...

E atendendo a convocação da Geisi… lá vou eu…

Primeiro, as regras para o jogo:

  • Colocar o link de quem te indicou para a brincadeira. Done!
  • Escrever as regras para deixar o jogo mais claro. Done!
  • Contar seis fatos aleatórios sobre você. A seguir.
  • Convocar seis blogueiros para fazerem o mesmo. Os azarados estarão indicados abaixo.
  • Avisar os convocados. É né... coitados....

Seguem então, os fatos…

  1. Tenho uma tatuagem de gato que parece uma lagartixa, tá na nuca.
  2. Tenho me sentido melhor dormindo menos que 8 horas por dia (tô pasma).
  3. Amo de paixão meu sobrinho Eduardo, quero um igual pra mim.
  4. "Já comi goiaba bichada mesmo sabendo que estava bichada." Esse é da Geisi, mas tenho que completar: o bicho maior come o menor, so, no problem!
  5. Sou escorpiana "da gema", bem 8 ou 80.
  6. Tô aprendendo a gostar de coisas que nunca pensei que faria.

É isso, foi difícil encontrar esses 6 fatos, hahaha, mais difícil será encontrar 6 outros blogueiros...

Agora, convoco meus amigos Tossulino, Marcelinho, Abu, Ricardo, Déia, e Marco a fazer o mesmo. Vamos lá?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A FELICIDADE PODE DEMORAR

Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar...é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto.
É a força da natureza nos chamando para a vida.
Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade.
Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.
Você descobre que algumas pessoas nunca disseram eu te amo, e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram...
Descobre também que outras disseram eu te amo uma única vez.
E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos.
Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá.
Manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra.
Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco.
Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado.
Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário.
Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.
A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem...
François de Bitencourt

*Conforme solicitado pelo autor do texto, foi trocada a autoria de Luis Fernando Verissimo por François de Bitencourt.